Uma ida ao banco, suas barreiras e o cheque nominal.

17/08/2010

Vou raramente ao banco; hoje, no entanto, fui a uma dessas agências – precisava trocar um cheque.
Tanta burocracia pra chegar até o caixa (não só nesse, em todos os bancos é igual) que tu acha que parece que tu tá indo no agiota, que tu tá indo lá pedir um favor, uma bênção, sei lá. Repare que a burocracia não é pra chegar no gerente, pra pedir empréstimo. É pra chegar no caixa. Estamos tão acostumados com isso que não nos damos mais conta, mas vejam só:

1) chegando em frente ao banco, a porta está fechada (na maioria das lojas / empresas, está aberta), tu abre ou empurra a porta e entra;
2) provavelmente, agora, você está na sala de “auto-atendimento”, que já é algo do tipo “te vira, mano, com uma dessas maquininhas – queremos ver a tua grana, não a tua cara.”;
3) depois tu passa pela porta giratória – isso se não ficar preso nela por causa da fivela do cinto, que tu não quiseste tirar e passar pela caixinha do lado, junto com o celular e as chaves (a propósito, essas portas só incomodam gente de bem, porque os vidros não são nem à prova de bala – o bandido que quiser entrar, entra);
4) agora, do lado de dentro, tu já pode pegar uma senha numa maquininha e esperar (com sorte, sentado) até o caixa te chamar – há bancos em que tu ainda precisa marcar hora antes, pra NÃO ser atendido no horário depois.

Como se diz em linguagem chula, “é pacabá”. Feitas as devidas observações sobre a chegada até o caixa, vamos à parte seguinte da epopéia.

O simpático caixa, muito solícito, perguntou o que eu queria; retorqui que queria trocar o cheque que estava apresentando a ele. Em razão do valor, ele anotou o número do meu RG no verso, pediu que eu o endossasse e “colocasse o meu nome na frente, num espaço que tinha ali”. Não me contive, soltei um riso irônico e disse a ele, sem me alterar, que apesar de ir pouco a banco e raramente usar cheques eu AINDA sabia o que era um cheque nominal (eu já fui caixa, também, e antes disso, ainda no primeiro grau, aprendi sobre os cheques, seus “tipos”, etc). Ele, notando a ironia, se explicou: “É que, se eu disser pra fazer o cheque nominal, muita gente pega e escreve ‘nominal’ no lugar onde deveria escrever seu próprio nome”.

É isso aí, Brasil ! Todos pela educação: Continuemos em frente, rumo ao abismo !

Depois esse povo não quer ser enganado pelos candidatos que se apresentam …

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