Não raro me aparece alguém no balcão e diz “quero uma certidão narratória do processo X”. Pois bem, posso fazê-la, mas o sr. precisa de alguma informação específica ? “Não, só a certidão”. Ok, lá vai.

Normalmente, dias depois aparece o mesmo cidadão, ou alguém a seu mando, pedindo outra certidão, onde se faça constar alguma coisa que ‘faltou’  – se é que Vossa Senhoria me entende – na primeira.

O que é certidão narratória, então ? Li aqui que “a certidão de objeto e de pé é um apelido para uma certidão de andamento de ações judiciais na Justiça, também chamada de certidão narratória. ‘Objeto’ é o próprio débito e ‘pé’ significa dizer ‘em que pé está’ o processo na Justiça.

Claro, falando de execuções fiscais, o objeto será o débito. Mas dá pra ‘adaptar’ para outros casos sem celeumas, não ?

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Essa vem do famoso “balcão”:

Entra o cidadão, e, sem muito rodeio, assevera: “Eu quero falar com o Jack”.

– Sim, senhor. Que Jack ? Nós aqui não conhecemos nenhum. O senhor tem certeza de que veio ao lugar certo ?

– É aqui mesmo. Eu tenho certeza.

Todos se entreolham, e discutem entre si, pra ver se acham alguma pista do Jack. Quem sabe algum estagiário novo ? Talvez um funcionário novo ? Do fórum, da defensoria pública, da polícia, do MP …  mas nada se descobre.

– Senhor, nós não conhecemos nenhum Jack. Mas conte-nos um pouco do seu problema, talvez possamos ajudar …

– Tá bem. O negócio é o seguinte: Eu tenho esse cheque aqui, de R$80,00, que tá sem fundos. Eu já procurei o cara que me passou o cheque, e ele não paga. Aí o Doutor Fulano – que nem doutor é – me disse pra vir aqui no fórum e falar com o Jack Silva, que ele ia resolver meu problema.

(Aaaaaahhhhhhhh geral no Cartório).

Ok, ok. Então o Sr. vá até aquela sala ali, e explique o seu problema pra quem estiver lhe atendendo. Não tem nenhum Jack lá, mas eles saberão lhe ajudar.

Jack Silva ? Já sacou a malícia ?

JEC Cível …. (alguém aí já ouviu falar de ruídos na comunicação ?)