… mas não vamos exagerar.

Outro dia bate na minha mesa um processo, voltando da carga, com o seguinte pedido:

“Requer seja certificado pelo Cartório se já aportou aos autos a resposta aos ofícios das folhas 96 e 97” .

Ocorre que o ofício da folha 97 é mera reiteração do ofício da folha 96; e, o mais importante: o requerimento supra consta de cota nos autos, no verso da folha 98. Isso mesmo. E no anteverso da folha 98 há um despacho.

Das duas uma: ou o requerente estava com muita preguiça ou tem uma dificuldade extrema com números.

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Contra-arrazoando

31/08/2007

“A defesa, em sede de contra-reações, requer seja o apelo do Ministério Público …”

Por isso que eu acho que não só os “novos” advogados devem ser submetidos ao Exame de Ordem…

O velho português, enquanto isso, tenta descobrir se vale a pena lutar pra sair do coma profundo a que está submetido, por conta das agressões que tem sofrido …

Reza a lenda que, em certa Comarca do Rio Grande do Sul, um magistrado deparou-se com uma petição inicial um tanto quando “incomum”, e, não sabendo o que fazer – pra não falar que inúmeros outros processos lhe demandavam sua atenção -, determinou: “Dê-se vista ao MP“.

Remetidos os autos ao representante do parquet, este, a seu turno, devolveu com um singelo “Visto” (aqui são muitas possibilidades, mas eu pensei em três: a) também não sabia; b) sabia e queria ver o Magistrado “se virar”; ou c) ele acreditava que não tinha de se meter no feito).

Autos conclusos, o Juiz, estupefato com a manifestação do Agente Ministerial, despachou: “Não foi visto. Remetam-se os autos novamente ao Ministério Público“.

Nova vista – enquanto as partes esperam, sentadas -, o MP devolveu novamente o feito, com a seguinte manifestação: “Foi visto, sim.

Pode ?